Thursday, August 24, 2006

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Cá estou, como sempre. Sonhando, imaginando como seria minha vida dentro de um conto de fadas. Em um mundo onde as coisas dariam sempre certo, em que as pessoas eram felizes e gostavam de mim. Sempre, sem dúvidas.
E por mais que as coisas pareçam bem para meu lado, às vezes falta alguma coisa, uma parte, um pedaço, uma boa quantia. Onde estaria ela? Será que eu me sentiria melhor estudando alguma coisa que eu goste? Pesquisando algo que me dê bons frutos? Trabalhando? Ganhando dinheiro? Longe daqui, morando em outro lugar, em outra casa, em outro mundo? Onde e como eu poderia me sentir completa?
Toda a minha vida, sempre, eu busquei algo maior que eu. Sempre quis ser alguém que eu não era. No meu mundo de fantasias, as coisas são boas. Não tem choro, brigas ou momentos ruins. Quando eu era pequena, criança mesmo, minhas fantasias simplesmente tomavam conta. Eu vivia fora daqui. E agora estou, de novo, vivendo em outro lugar. Ignorando tudo a meu redor para levar a vida no meu mundinho de faz de conta.

Por favor, me chamem de volta...

Friday, August 11, 2006

Surpreendente...

Hoje de manhã, conversava com a minha irmã indo ao cursinho. Aí, no meio de uma dessas conversas bestas e sem propósito algum, ela me contou que esses dias tinha ouvido de uma pesquisa que fizeram com pacientes terminais sobre o que eles mais se arrependiam na vida. Foram três as respostas mais votadas. Uma delas é bastante clichê: ter ficado mais tempo com a família. Mas as outras duas foram bastante surpreendentes para mim: não ter deixado aquele amor passar e ter trabalhado com alguma coisa que realmente gostasse.
Por que eu fiquei surpresa? Ora, porque a maioria das pessoas não parecem viver a vida como gostam! E se arrependem disso no leito de morte. Casar com alguma pessoa sem certeza de que ela era a pessoa certa não é tão inesperado, quer dizer, sempre vai haver uma pulga atrás da orelha. Mas casar com alguma pessoa e viver o resto da vida com ela, sabendo que se está com vontade de estar com outra pessoa, com um outro amor... Isso é bastante estranho. E confuso. Não consigo pensar em alguma explicação na minha mente prática...
Quanto ao trabalho, por mais surpresa que eu tenha ficado, até entendo. Infelizmente, dinheiro ainda é muito importante e representa um fator de decisão muito forte para algumas pessoas. Mas deve ser realmente ruim passar uma boa parte do dia, da vida, em uma atividade que não traz prazer, alegrias, nada além de um contra-cheque... E isso aliado ao não viver com o seu amor deve ser ainda mais insuportável.
Espero, do fundo do coração, ter tomado ou poder tomar as decisões certas ao longo da vida. Por mais complicadas que elas possam parecer, ou mais demoradas, mais difíceis, mais lagrimadas. E quando eu for uma paciente terminal, que eu possa dizer que a única coisa de que me arrependo é de não ter tomado mais água no verão.

"Someone is there, waiting for my song
I´m only looking for someone who sings along
When all my dreams, finally reach yours
We will uprise and maybe find our true love
We will uprise and maybe find our true love..."

Música da propaganda do Mercado Livre, que é tão bonitinha...