Sunday, January 28, 2007

Sabes?

Quando choras, por que choras?
Não vejo alegria em tuas lágrimas
tampouco compreendo tua tristeza.
Não vejo partidas em teus olhos
ou chegadas em teus braços.
Sinto dor em tua boca
e firmeza em tuas pernas.
Por que choras, então?
Será que tua armadura caiu
ou que teu mundo ruiu?
Tombaste do pedestal que te erguia,
derrubaram tua fortaleza?
Revelaste tua fragilidade em lágrimas.
Será por isso que choras?
Enrolada em teus lençóis
e acolhida por tua música,
carregada para teu conto de fadas
também não sabes ao certo
quando choras, por que choras.

Friday, January 19, 2007

O último do sertão

Esses dias recebi um email com aquelas mensagens sobre a vida, o universo e tudo mais. Na verdade, recebi vários desse tipo, mas essa em especial é que eu gostaria de comentar.
Era uma apresentação que comparava a vida a uma viagem de trem. Pode parecer meio sem sentido, ou até brega (bem como eu gosto), mas me deu espaço para refletir bastante. Primeiro ela começava explicando a analogia, dizendo que a vida, assim como uma viagem de trem, era cheia de passageiros que embarcavam e desembarcavam em diferentes estações. Que alguns embarques podiam nos fazer incrivelmente felizes, enquanto muitos desembarques podiam nos fazer sofrer grandemente. Que alguns passageiros do trem podiam ficar conosco, ao nosso lado, durante apenas um trecho da viagem, para depois trocarem de vagão, mas que ainda assim podiam ser pessoas muito especiais em nossa vida. Que alguns desembarques podiam nos aliviar, ou que podíamos estar viajando longe daquele que queríamos mais perto.
Depois a mensagem falava sobre alguns tipos especiais de passageiros do trem. Tinha aqueles que estavam fazendo a viagem a passeio, outros a trabalho. Aqueles que passam de vagão em vagão para ajudar quem precisa, uns que resolvem simplesmente aproveitar a viagem, outros que resolvem tomar as rédeas do que se passa no trem, controlando tudo que está a seu alcance.
E, depois de ler algumas vezes, pensei em todos os pasageiros que deram uma volta ao redor do meu vagão, por mais rápido ou de repente que tenha sido. Parei e analisei qual tipo de passageiro eu era, o que eu faço com a minha vida e com a dos que estão próximos. Olhei para trás e lembrei de tantas coisas que eu já fiz, em tão pouco tempo...
E fiquei muito feliz.

"Quem vai chorar? Quem vai sorrir?
Quem vai ficar? Quem vai partir?
Pois o trem está chegando, tá chegando na estação.
É o trem das sete horas, é o último do sertão..."