Malditas opções! Não consegui escolher qual a música que eu quero ouvir agora. E não acredito que a minha opção de janta (sanduíche de presunto e mel) tenha sido a melhor idéia. E ainda acho difícil saber se todas as outras escolhas que fiz, remota ou recentemente, foram, de fato, tão boas quanto eu imaginei que pudessem ser. E nunca sei o quão boas elas podem ser. E para cada escolha que faço, abro um novo leque de novas opções a fazer e imagino um mundo para cada uma que fizer. E assim eu não canso de escolher, optar, decidir, desistir e seguir em frente.
Sapato preto ou vermelho? Casa ou viagem? Átomos ou leis? Saia ou vestido? Sorvete ou chocolate? Bolsa grande ou pequena? Cinema ou sofá? Loiro ou moreno? Brinco ou colar? Quarto ou festa? Id ou superego? Jeans ou camisola? Dourado ou prateado? Agora ou depois? Rio ou choro? Eu ou ele? Com ou sem? Falo ou não falo? Passo ou não passo? Leio ou não leio? Desisto ou não desisto? Escrevo ou continuo assim...
E sorrio porque cada escolha que faço, cada sim ou não que respondo, cada possibilidade é, para mim, uma oportunidade. Tantas e tão boas coisas que me acontecem quando o dia parece ter sido o pior possível. Quantas vezes o sol não se abriu depois de o tempo fechar? Ou quantas vezes a chuva não foi boa para esconder as lágrimas e lavar as almas? Quantos frutos não ficaram mais fáceis de apanhar depois da ventania? Quantas vezes não pude reconstruir minha casa, ou rearrumar meu quarto? Quantos sapatos já não comprei procurando por um vestido?
Benditas escolhas.
Saturday, December 02, 2006
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