Sou assim:
sou tudo e todas,
um pouco de cada,
uma vida cruzada,
infância desperdiçada.
Não choro por tudo,
só choro por nada...
Por estar no escuro
depois da vela apagada.
Gosto e desgosto.
Estranha mente de vai-e-vem
ora bem,
ora não,
ora também.
Paixão elegante
ou amor extravagante?
E em tudo mais que me convém
dou passos largos além
do pouco que se tem
no coração de alguém.
Não julgue e não conheça.
Sou feliz por um triz.
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Vida de amarga poesia, que me ergue e se vangloria de roubar minha alegria assim, no fim do dia.
Como a chuva fina que não molha a menina, que despreza a rima, que olha por cima.
Iludida pelo teu agrado, ansiosa por algum recado, no eterno aguardo de um muito obrigado.
Um erro de cunho duvidoso, a certeza de um dia leproso, a memória do sorriso charmoso, do beijo, do abraço carinhoso.
Vida de estranha filosofia, que completa minha melancolia com a curta nostalgia de uma estrela em meio a meu dia.
Wednesday, May 16, 2007
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