1. Eu tinha muitos amigos. A maioria deles deviam ser imaginários, já que eu não me lembro de ter ouvido vários dos nomes presentes na lista.
2. Apesar desses muitos amigos, nenhum deles falava comigo, a não ser para avisar da Super Balada onde é obrigatório usar boné, óculos gigantes, e chupar pirulito. Tá na moda, aparentemente.
3. Os poucos amigos que falavam comigo são amigos o suficiente para eu falar por telefone, email, pombo-correio ou, quem diria, ao vivo! Sim, hoje em dia, apesar da Internet, algumas pessoas rotuladas retrógradas gostam de ver os amigos, abraçá-los e sentir novamente seu cheiro ao invés de mandar winks e emoticons bagaceiros por MSN.
4. Minhas idéias não cabiam no Orkut. Nunca fui muito boa em sintetizá-las na pergunta: "quem sou eu?"
5. O Orkut ia começar a ser pago. Sim, saiu até na rede Globo.
6. Fiquei sabendo que um profile no Orkut pode ser uma poderosa ferramenta de admissão. Sim, algumas empresas checam o profile do canditado ao emprego quais são as comunidades em que ele está, o que ele anda dizendo, etc. Por via das dúvidas, preferi não arriscar.
7. São poucas as comunidades realmente boas. Engraçadas, muitas. Boas, poucas. Boas com discussões de fundamento, raras.
8. Finalmente, acho que eu simplesmente enchi o saco e larguei. Meu pai já cansou de me dizer que eu nunca levo nada a sério até o fim. Odeio admitir isso, mas ele está profundamente certo.
Sunday, May 07, 2006
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1 comment:
Fiquei sabendo aqui no front, entrincheirado na Nova Bagdá, que vc não existe mais no orkut.
Gostei das justificativas. Mas acho que vc deve ficar interessante de óculos gigantes chupando pirulito. O boné eu dispenso.
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